Vamos falar sobre scrapbooking sem frescura?

Quando comecei a fazer scrap, lá em 2008, a coisa era cheia de regras e materiais específicos. Pelo menos, foi assim que eu aprendi, ass...


Quando comecei a fazer scrap, lá em 2008, a coisa era cheia de regras e materiais específicos. Pelo menos, foi assim que eu aprendi, assim que eu conheci. Tinha que usar o papel acid free, fazer flores com furadores, usar cola acid free, fita acid free, fazer assim e assado. Se não, não era scrapbook. Não sei como foi pra vocês, mas foi assim pra mim. O que as pessoas falavam que era certo, que era legal, que era bonito, eu queria. Tava todo mundo comprando furadores, e eu queria ter aqueles furadores maravilhosos. Carimbos? Mesma coisa. Comprei vários que nem eram tão legais, e que eu nunca usei. Ahhh essa vida né? Quem nunca fez isso?
E as páginas 30x30? Meeeee!! Se fosse fazer páginas assim, claro que tinha que comprar um álbum, né? E ele não era barato, além de trambolhento. Esse foi o começo pra mim, mas não durou muito. Querem saber quantos álbuns 30x30 eu tenho/tive? Um só. Imaginem quantas páginas 30x30 eu fiz. Não muitas! 

Mas aí, chegou a moda dos cartões. Ai que alegria!!! Agora não tinha foto, então não precisava mais seguir todas as regras de acid free. Dava pra inventar mais! Eu fiquei feliz da vida. Fiquei um tempão fazendo praticamente só cartões. Lembram do ACC - Addicted to Cards Challenges? Ele agora é Addicted to Crafts Challenges, mas os posts daquela época ainda estão lá. Aqui uns dos meus preferidos! E tem esse aqui também

Não lembro exatamente quando, mas aí vieram os smashbooks e a coisa mudou de nível pra mim. Agora dava pra misturar foto com coisas que não eram específicas pra scrap, não eram acid free. Foi libertador e a vontade de fazer scrap com foto começou a voltar. Meu primeiro e único smash foi sobre os preparativos pro casório. E eu nem terminei ele. hahaha Mas foi nesse smash que eu fui feliz de verdade com scrapbook. Eu colei, rabisquei, cortei e fiz tudo do jeito que eu queria. Não tinha regra pra seguir. Melhor coisa da vida!!

Muita coisa mudou, eu mudei. Mas aí eu fico me perguntando: as coisas mudaram mesmo ou a mudança foi em mim? O tempo muda a gente. Duvido que, quando eu tinha 21 anos, quando comecei a fazer scrap, todo mundo fazia scrap do mesmo jeito, seguindo todas as regras. Certeza que tinha gente fazendo scrap do jeito que eles queriam. Seguindo regra nenhuma! Mas eu era nova, insegura e ainda não tinha encontrado o meu estilo. Então, eu fazia como todo mundo estava fazendo.
Ai gente!! Parece bobeira falar de insegurança no scrap. Mas é lógico que tem, né? A gente vê o trabalho maravilhoso dos outros e acha o nosso uma bela porcaria. Fica com vergonha de mostrar, com medo de os outros acharem feio, sem graça. Isso acontece, e eu torço pra que uma hora, todo mundo se sinta confortável e feliz com a sua arte. 

Levou um tempo pra eu chegar aqui, pra me encontrar, mas eu cheguei e estou feliz. Agora eu faço scrap do meu jeito. Sem seguir regra, só sendo feliz e usando o que me dá vontade. Não quer dizer que é único, exclusivo meu, que só eu faço assim. Claro que não! Mas quer dizer que eu escolho o que eu quero fazer, eu me inspiro em alguém que realmente me inspira, não me preocupo se estou fazendo certo ou errado. E isso, é o que eu chamo de scrapbooking sem frescura. É o scrap do seu jeito, do meu jeito!! Pode ser numa página 30x30 com tudo o que ela tem direito, num smashbook, num traveler's notebook, num caderno normal, ou onde mais você quiser. Mas tem que ser divertido, sem pressão e gostoso de fazer. Já que você leu até aqui, se quiser ver um pouco mais sobre o meu #scrapbookingsemfrescura, tem uma coisinha legal aqui ó.

Falei, falei, falei! Então é hora de mostrar um pouco de scrap, né? Essa página aí de cima é a mais recente que fiz, e ela conta um pouco da mudança pro meu trabalho novo. Acho ela linda e me diverti fazendo. #scrapbooksemfrecura


Só pra lembrar, tudo o que eu falei aqui, é pessoal, é a minha opinião, é o que eu acho. Isso não significa que estou "certa" ou "errada". Cada um é cada um, né?

A minha vontade de fazer scrap andou bem sumida, mas está voltando aos pouquinhos.  Uhuuuuuu!!! E com vocês, como andam as coisas?

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3 recadinhos

  1. Muito bacana, Gabi! A proposta de ser livre no scrap serve pra vida! Não é porque algo tá na moda que somos obrigados a usar, a fazer, a comprar, né? E sempre dá para simplificar, sem esperar ter um monte de ferramentas, para começar a criar hoje. É um bom exercício para todo dia, eu acho. Curto o Stefan Kunz, no insta, que dá sempre essa inspiração pra galera. Beijos!
    Ândrea Andrade
    @andrandrade / @papelpostal

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    1. Oi Ândrea! Serve pra vida mesmo,né? Eu adoro coisas simples e bonitas. Acho que a vida fica muito mais fácil assim. =D Não conheço o Stefan Kunz, vou dar uma olha. Obrigada!
      Bjos

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  2. Só li verdades, e verdades ditas de um jeito mineirinho muito gentil! parabéns pelo post. Apesar te de seguir há pelo menos um ano, não sabia que tinha blog. Que sua jornada seja leve e feliz

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Oi! Obrigada por vir deixar seu recadinho. Eu fico mega feliz!